A Rumo (RAIL3) apresentou forte desempenho operacional em junho e no segundo trimestre de 2026, impulsionada principalmente pela expansão da Operação Norte e pelo aumento do transporte de produtos agrícolas.
Os volumes consolidados da companhia cresceram 7% em junho na comparação anual, alcançando 8 bilhões de toneladas por quilômetro útil (RTKs).
No acumulado do segundo trimestre, o volume total transportado avançou 9,1%, para 23,8 bilhões de RTKs, resultado praticamente em linha com as estimativas do Safra.
Operação Norte lidera crescimento
O principal destaque do trimestre foi a Operação Norte, que registrou crescimento de 8,4% nos volumes transportados em junho.
A movimentação alcançou 6,8 bilhões de RTKs, sustentada principalmente pelo aumento dos embarques agrícolas.
Segundo o Safra, o transporte de farelo de soja avançou 45,2% na comparação anual, enquanto fertilizantes cresceram 24%.
O fluxo de combustíveis também contribuiu positivamente para os resultados. Dentro da divisão de produtos industriais, os volumes cresceram 4,3%, liderados pela alta de 18,7% no transporte de combustíveis.
Operação Sul mostra estabilidade
Na Operação Sul, os volumes ficaram praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado.
O crescimento dos embarques de soja, com alta de 22,2%, e de contêineres, com avanço de 13,6%, foi compensado pela queda em outras cargas relevantes.
Os volumes de açúcar recuaram 32,7%, enquanto o farelo de soja caiu 45,5%.
Já o transporte de milho zerou na comparação anual.
Visão permanece positiva para Rumo
Apesar da desaceleração em parte da Operação Sul, o Safra avalia que o desempenho consolidado da companhia segue sólido.
O banco destaca a resiliência da Operação Norte e o crescimento consistente do transporte agrícola como fatores positivos para os resultados da empresa.
Diante desse cenário, o Safra manteve recomendação de compra para Rumo (RAIL3).
Segundo o banco, a companhia negocia atualmente com taxa interna de retorno real implícita de 11%, nível considerado atrativo frente aos títulos públicos brasileiros indexados à inflação de longo prazo.