O Banco Safra elevou a recomendação para LWSA (LWSA3) de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 6, ante R$ 4,50 anteriormente. Com o papel a R$ 4,20 na data do relatório, de 22 de abril de 2026, o banco enxerga potencial de valorização de 45%.
A revisão da tese foi sustentada pela combinação entre expansão de margens, melhora da geração de caixa livre e uma leitura de que o mercado ainda precifica a companhia com excesso de ceticismo.
Segundo o Safra, a LWSA registrou oito trimestres consecutivos de alta na margem EBITDA ajustada, de 19% no 1T24 para 25,3% no 4T25.
Outro ponto central do relatório é a evolução do caixa. O fluxo de caixa livre após investimentos saiu de R$ 33,1 milhões no 4T24 para R$ 224,8 milhões no 4T25, em um movimento que o banco considera decisivo para sustentar a tese. Para o Safra, o mercado ainda não reflete plenamente essa inflexão operacional e financeira.
Na avaliação, o banco destaca que a ação negocia a múltiplos considerados baixos para o novo estágio da companhia, com EV/EBITDA de 4,8 vezes e yield de fluxo de caixa livre de cerca de 11% em 2025.
LWSA: riscos ligados à inteligência artificial
O relatório também afirma que o risco ligado à inteligência artificial estaria mais concentrado no negócio de BeOnline, com impacto limitado sobre o valor justo estimado.
Entre os riscos para a tese, o Safra cita piora macroeconômica, concorrência, baixa visibilidade no segmento BeOnline/SaaS e execução.
Ainda assim, a avaliação é que a companhia já deixou para trás a fase mais crítica da integração pós-aquisições e passa a ser vista como um ecossistema mais rentável e gerador de caixa.