A Ecorodovias (ECOR3) registrou crescimento de 2,6% no tráfego consolidado de suas rodovias pedagiadas em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025.
O resultado acelerou em relação à alta de 2,3% observada em julho. Também superou levemente a projeção de crescimento de 2,1% para o período.
Os dados indicam continuidade da expansão do fluxo de veículos nas concessões da companhia. O desempenho favorece a receita de pedágio e reforça uma leitura positiva para a operação no terceiro trimestre.
Concessões de Minas lideram avanço
A Ecovias Norte Minas foi o principal destaque do mês, com crescimento de 17,9% no tráfego em relação a agosto de 2025.
Outras concessões também apresentaram avanços relevantes. A Ecovias Capixaba registrou alta de 6,4%. Na Ecovias Rio Minas, o tráfego cresceu 4,8%.
A Ecovias Raposo Castello também avançou 4,8%, enquanto a Ecovias Imigrantes registrou crescimento de 4,7%. A Ecovias Minas Goiás completou os principais vetores positivos, com alta de 3,3%.
O resultado demonstra uma evolução disseminada entre ativos relevantes do portfólio, com destaque para as rodovias localizadas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.
Parte das rodovias recua
O avanço consolidado foi parcialmente limitado por quedas de tráfego em algumas concessões.
A Ecovias Cerrado registrou recuo de 5,1% em agosto. A Ecovias Leste Paulista apresentou queda de 3,1%, enquanto a Ecovias Araguaia teve retração de 2,8%.
Ainda assim, o desempenho das demais rodovias foi suficiente para manter o crescimento consolidado acima do observado em julho.
Perspectiva permanece positiva
Os dados de agosto representam um sinal levemente positivo para a Ecorodovias. A aceleração do tráfego reforça a perspectiva de crescimento operacional da companhia.
A ação negocia com uma taxa interna de retorno real alavancada estimada em 15,7%. O patamar equivale a um prêmio de 8,07 pontos percentuais sobre o retorno das Notas do Tesouro Nacional série B com vencimento em 2037.
Esse desconto sugere uma relação favorável entre risco e retorno, diante da geração de caixa esperada das concessões e da evolução do tráfego nas rodovias.