A Cury (CURY3), empresa brasileira que atua nos segmentos de construção civil, incorporação e mercado imobiliário, apresentou um conjunto de resultados acima das expectativas no quarto trimestre de 2025. O lucro líquido avançou 63% na comparação anual e ficou 8% acima das estimativas do Safra. O desempenho refletiu, principalmente, despesas de vendas, gerais e administrativas menores do que o previsto, além de forte alavancagem operacional.
O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado atingiu 78%, um patamar excepcional para o setor, superando em 6 pontos percentuais as projeções do banco.
Receita cresce com vendas fortes e lançamentos recentes
A receita líquida somou R$ 1,42 bilhão no 4T25, alta de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior e 2% acima da estimativa do Safra. O resultado decorreu do desempenho comercial consistente dos últimos trimestres.
O índice de velocidade de vendas alcançou 76% nos últimos doze meses, segundo a prévia operacional. Além disso, a maior participação de projetos lançados recentemente no mix de vendas sustentou a expansão das margens.
Margem bruta ajustada atinge nível recorde
A margem bruta ajustada chegou a 40,6%, o maior nível já registrado pela companhia. O indicador avançou 1,3 ponto percentual em base anual e ficou 40 pontos-base acima do esperado.
A margem do backlog permaneceu elevada, em 43,3%, o que reforça a visibilidade de resultados futuros e a resiliência da rentabilidade, mesmo em um ambiente de custos ainda desafiador.
Eficiência operacional impulsiona EBITDA
O EBITDA ajustado totalizou R$ 359 milhões, crescimento de 51% na comparação anual e 11% acima da projeção do Safra. As despesas gerais e administrativas vieram 18% abaixo do esperado, o que gerou ganho relevante de eficiência.
A relação entre SG&A e receita líquida caiu para 13,2%. Como resultado, a margem EBITDA atingiu 25,3%, com expansão anual de 2,3 pontos percentuais.
Geração de caixa
A Cury (CURY3) gerou R$ 321 milhões em caixa no trimestre. Ao fim de dezembro, a companhia apresentava posição de caixa líquido equivalente a 19% do patrimônio líquido, o que garante flexibilidade financeira para sustentar crescimento e remuneração aos acionistas.
Análise dos especialistas
Na avaliação do Safra, os resultados do 4T25 superaram tanto as estimativas do banco quanto o consenso de mercado. A leitura deve ser positiva para os investidores, diante da combinação de crescimento, margens em alta e disciplina de custos.
O banco mantém recomendação de compra para Cury (CURY3). Mesmo após a valorização recente, as ações negociam a múltiplos atrativos, em torno de 6,9 vezes o lucro projetado para 2027. O Safra projeta um yield combinado de 17% até o fim de 2027, sustentado por forte geração de caixa e rentabilidade acima da média do setor.