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O plano da CSN para reduzir a dívida em até R$ 18 bilhões

CSN Mineração (CMIN) permanece como o principal motor de crescimento da CSN (CSNA3); Banco Safra avalia o plano como positivo para as ações


A CSN (CSNA3) apresentou um novo plano estratégico de longo prazo fortemente focado em desalavancagem, prevendo a redução de R$ 16–18 bilhões da dívida líquida via venda de ativos e mirando alavancagem próxima de 1x ao mesmo tempo em que busca dobrar o EBITDA em oito anos.

A administração também espera dobrar o EBITDA nos próximos oito anos, levando a alavancagem para ~1x. O Banco Safra avalia o anúncio como positivo por trazer mais clareza de execução e reforçar que a desalavancagem segue como prioridade.

Segundo o Safra, os anúncios fornecem um cronograma mais claro e mostram que a desalavancagem permanece uma prioridade central. A atualização também é consistente com a recente mudança de recomendação de CSN para Neutra.

À medida que a desalavancagem avança, a administração planeja acelerar o capex de mineração, o que deve aumentar a produção de ~44Mt (últimos 12 meses 3T25) para 60–65Mt até 2030.

Devido ao forte potencial de geração de caixa da CSN Mineração (CMIN3), perfil sólido de dividendos e integração com logística ferroviária e portuária, a gestão não planeja vender participação na empresa. Para o planejamento de longo prazo, a CSN está assumindo um preço de minério de ferro de US$ 85–88/t.

A CSN Siderúrgia é um dos maiores produtores de aço planos do Brasil, oferecendo um mix diversificado e de alto
valor agregado. A administração está avaliando alternativas estratégicas e potenciais parcerias para aumentar a
geração de caixa de curto prazo. O plano também inclui modernização de equipamentos. Qualquer parceiro potencial
deverá aportar capital adequado.

A CSN Infraestrutura é uma plataforma logística estratégica e escalável composta por sete ativos ferroviários,
portuários e multimodais que sustentam a cadeia de exportação do Grupo. Como o negócio é altamente integrado
ao sistema ferroviário-portuário Sudeste da CMIN e tem papel fundamental na estabilidade do fluxo de caixa do
Grupo, a gestão não considera vender uma participação majoritária.

Em vez disso, o plano é vender uma participação minoritária na holding em 2026, destravando valor e apoiando a desalavancagem, preservando o controle.

A CSN Cimento é líder de mercado com uma plataforma integrada e de baixo custo. A CSN planeja vender o controle
do negócio de cimento em 2026.

Embora a companhia tenha se preparado para um IPO, as condições de mercado não eram favoráveis. Desde então, surgiram opções de venda estratégica com valuations atrativos. Embora essa venda isoladamente já pudesse resolver grande parte da necessidade de desalavancagem da CSN, a fatia final a ser vendida dependerá do valuation e do interesse dos compradores.

A CSN Energia é uma plataforma de baixo risco e alta participação renovável, com 2,0 GW em hidrelétricas, cogeração térmica, solar e eólica. A administração planeja manter esse negócio, pois ele adiciona estabilidade a um portfólio cíclico, preserva as vantagens de autoprodução e cria opcionalidade para vender energia excedente a terceiros, enquanto cresce seletivamente.

Alocação de capital da CSN (CSNA3)

A CSN planeja desalavancar principalmente por meio de duas transações:

  • (i) venda de participação minoritária relevante em Infraestrutura (na holding), e
  • (ii) venda de controle em Cimento. O processo foi iniciado em jan/26, com assinatura prevista para 3T–4T26. A companhia pretende usar os recursos para reduzir dívida de curto prazo e alto custo, mirando cortes de R$1,5–1,8 bilhão em despesas financeiras anuais. A alavancagem próforma deve cair de 3,14x (3T25) para ~1,83x após os desinvestimentos. A meta de longo prazo é ~1x, que a CSN espera atingir não com novas vendas, mas com crescimento do EBITDA vindo dos projetos atuais de mineração e infraestrutura.


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