Alimentos mais baratos que o previsto indicam IPCA na meta em 2025
Inflação de alimentos se mostrou mais benigna que o esperado no IPCA de outubro, com destaque para a deflação de leite e arroz, e alta contida em produtos in natura
11/11/2025 | Atualizado em 18/11/2025 2 Minutos
Deflação de leite e arroz, além da alta mais moderada em produtos in natura, surpreenderam no IPCA de outubro | Foto: Getty Images
A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao consumidor amplo (IPCA) registrou mais uma leitura benigna. Em outubro, a variação de 0,09% no mês ficou em linha com a projeção do Banco Safra, de 0,11%, mas abaixo da mediana das projeções do mercado, de 0,15%.
No acumulado em 12 meses até outubro, o indicador registra alta de 4,68% e caminha para fechar o ano abaixo de 4,50%, isto é, dentro das bandas de flutuação da meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na comparação com a expectativa do Safra, houve leve desvio na inflação de alimentos, que se mostrou mais benigna do que o esperado.

IPCA deve refletir desaceleração da atividade nos prósimos meses
Destaque para a deflação de leite e arroz, além da alta mais contida em alguns produtos in natura. Por outro lado, a queda da tarifa de energia elétrica, dentro de preços administrados, foi menor do que a projetada.
O restante da abertura desviou pouco da nossa projeção, inclusive o núcleo de serviços subjacentes e a média dos núcleos.

As métricas com ajuste sazonal seguem em trajetória descendente, evidenciando o cenário favorável da inflação. Após um pico de quase 9% em dezembro de 2024, considerando uma taxa em médias móveis trimestrais e anualizada, a inflação dos serviços subjacentes apresentou importante moderação, cedendo a 4,36% na leitura mais recente.
Os especialistas do banco Safra acreditam que a apreciação cambial ocorrida no primeiro semestre, a redução do preço de commodities e a moderação da atividade econômica em curso manterão o bom comportamento da inflação nos próximos
meses.
O Safra projeta variação de 3,70% para o IPCA em 2026, previsão abaixo do consenso de 4,20% dada pelo relatório Focus do Banco Central do Brasil.
Leia também:
Leia também