Ações ordinárias e preferenciais: quais as diferenças e como escolher
Entenda as características das ações, os direitos de cada uma e como avaliar qual tipo de papel se encaixa melhor em uma estratégia de investimento
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Ações ordinárias e preferenciais oferecem direitos diferentes aos investidores, especialmente em relação a voto e distribuição de dividendos | Foto: Getty Images
As ações ordinárias e preferenciais representam formas distintas de participação no capital de uma empresa listada na Bolsa de Valores. Embora ambas permitam ao investidor se tornar sócio do negócio, elas oferecem direitos diferentes e podem atender a objetivos específicos dentro de uma estratégia de investimento.
Ao avaliar uma companhia, compreender as características de cada classe de ação ajuda a tomar decisões mais alinhadas com o perfil do investidor e com os objetivos de longo prazo.
O que são ações ordinárias?
As ações ordinárias, identificadas pelo código final 3 na Bolsa brasileira (B3), garantem ao acionista o direito de voto nas assembleias da companhia.
Esse direito permite participar de decisões relevantes, como eleição do conselho de administração, aprovação de operações societárias e mudanças estratégicas.
Além disso, os detentores de ações ordinárias contam com o chamado tag along, mecanismo que protege os acionistas minoritários em caso de venda do controle da empresa. Pela legislação brasileira, o tag along mínimo corresponde a 80% do valor pago ao acionista controlador, embora diversas companhias ofereçam proteção de 100%.
Entre os exemplos de ações ordinárias negociadas na bolsa estão Petrobras (PETR3), Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB3).
O que são ações preferenciais?
As ações preferenciais, normalmente identificadas pelo código final 4, priorizam benefícios econômicos em relação aos direitos políticos.
Na prática, os investidores geralmente recebem preferência na distribuição de dividendos ou no reembolso de capital em determinadas situações. Em contrapartida, essas ações normalmente não conferem direito de voto, salvo em circunstâncias específicas previstas na legislação ou no estatuto da companhia.
Historicamente, as ações preferenciais tiveram ampla presença no mercado brasileiro, especialmente em empresas com estruturas de controle definidas.
Exemplos conhecidos incluem Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4) e Usiminas (USIM5).
Principais diferenças entre ações ON e PN
Embora ambas representem participação societária, existem diferenças importantes entre as duas categorias.
| Característica | Ação Ordinária (ON) | Ação Preferencial (PN) |
| Direito de voto | Sim | Geralmente não |
| Prioridade em dividendos | Não | Sim |
| Tag along | Sim | Depende da estrutura da empresa |
| Participação em decisões | Maior | Menor |
| Código na bolsa | Final 3 | Geralmente final 4 |
Essas diferenças fazem com que investidores com foco em governança valorizem as ações ordinárias, enquanto aqueles que priorizam retorno por dividendos possam considerar as preferenciais mais atrativas, dependendo da empresa.
Qual tipo de ação é melhor?
A escolha depende dos objetivos do investidor e das características da companhia analisada.
Investidores interessados em participação nas decisões corporativas e maior proteção em mudanças de controle costumam preferir ações ordinárias. Já aqueles focados em geração de renda podem encontrar vantagens em determinadas ações preferenciais, especialmente quando oferecem condições diferenciadas de distribuição de proventos.
Ainda assim, a decisão não deve se limitar à classe da ação. Fatores como qualidade da gestão, posição competitiva, resultados financeiros, perspectivas de crescimento e nível de governança corporativa costumam ter impacto maior no potencial de retorno ao longo do tempo.
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As ações ordinárias, identificadas pelo código final 3, garantem direito de voto nas assembleias da companhia, permitindo participação em decisões estratégicas. As ações preferenciais, com código final 4, priorizam benefícios econômicos como preferência na distribuição de dividendos, mas geralmente não conferem direito de voto. Além disso, as ações ordinárias oferecem proteção de tag along (mínimo 80%), enquanto as preferenciais dependem da estrutura de cada empresa.
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Tag along é um mecanismo de proteção para acionistas minoritários em caso de venda do controle da empresa. Pela legislação brasileira, o tag along mínimo corresponde a 80% do valor pago ao acionista controlador, embora diversas companhias ofereçam proteção de 100%. Este direito está presente nas ações ordinárias e garante que os minoritários recebam uma compensação justa quando há mudança de controle.
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Os detentores de ações ordinárias possuem direito de voto nas assembleias da companhia, permitindo participar de decisões relevantes como eleição do conselho de administração, aprovação de operações societárias e mudanças estratégicas. Além disso, contam com a proteção do tag along em caso de venda do controle. Esses direitos políticos fazem das ações ordinárias mais atrativas para investidores interessados em governança corporativa.
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As ações preferenciais priorizam benefícios econômicos em relação aos direitos políticos. Os investidores geralmente recebem preferência na distribuição de dividendos ou no reembolso de capital em determinadas situações, compensando a falta de direito de voto. Esta estrutura as torna atrativas para investidores focados em geração de renda e retorno por proventos.
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A escolha depende dos objetivos do investidor. Investidores interessados em participação nas decisões corporativas e maior proteção em mudanças de controle costumam preferir ações ordinárias. Aqueles focados em geração de renda podem encontrar vantagens em ações preferenciais, especialmente quando oferecem condições diferenciadas de distribuição de proventos. Porém, fatores como qualidade da gestão, posição competitiva, resultados financeiros e perspectivas de crescimento costumam ter impacto maior no potencial de retorno.
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Exemplos de ações ordinárias (ON) incluem Petrobras (PETR3), Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB3). Entre as ações preferenciais (PN), destacam-se Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4) e Usiminas (USIM5). Muitas empresas listadas na Bolsa oferecem ambas as classes de ações, permitindo que investidores escolham conforme seus objetivos.
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Embora as ações preferenciais normalmente não confiram direito de voto, existem circunstâncias específicas previstas na legislação ou no estatuto da companhia em que esse direito pode ser concedido. A decisão sobre quando acionistas preferenciais ganham direito de voto depende das regras específicas de cada empresa e da legislação aplicável.
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Embora as diferenças entre ações ordinárias e preferenciais sejam relevantes, fatores como qualidade da gestão, posição competitiva, resultados financeiros, perspectivas de crescimento e nível de governança corporativa costumam ter impacto maior no potencial de retorno ao longo do tempo. Portanto, a análise da companhia deve ir além da classe de ação escolhida, considerando a saúde geral do negócio.
Este material foi preparado e distribuído pelo Banco Safra S.A. O conteúdo disponibilizado em O Especialista possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo oferta, solicitação, recomendação ou aconselhamento de investimento. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, os riscos envolvidos e consulte os documentos dos produtos.
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