Ações de empresas do setor de educação mostram crescimento
Os balanços dfinanceiros das empresas do setor de educação referentes ao 4T25 devem mostrar um crescimento consistente de EBITDA, segundo os especialistas do Banco Safra
26/01/2026 3 minutos
Safra vê a ação da Vitru (VTRU3) liderando em crescimento de EBITDA, com a Ânima vindo em seguida | Foto: Getty Images
O Banco Safra prevê um trimestre amplamente estável para o setor de educação no Brasil, refletido nos balanços das empresas do setor referentes ao 4T25. Os números devem mostrar crescimento de EBITDA, segundo o Safra, além de pouca dispersão entre as empresas sob cobertura do banco.
A temporada de resultados do 4T25 deve ser positiva para as companhias de Educação, com crescimento de receita na casa de um dígito médio e aumento de EBITDA na casa de dois dígitos baixos.
O Safra vê a ação da Vitru (VTRU3) liderando em crescimento de EBITDA, com a Ânima vindo atrás, mas a dispersão entre os desempenhos das empresas não deve ser significativa.
Por fim, o fluxo de caixa deve ser sazonalmente mais fraco devido aos pagamentos típicos de fim de ano e às dinâmicas de capital de giro.
Olhando adiante, os investidores provavelmente darão grande atenção ao ingresso do primeiro trimestre de 2026, pois isso deve trazer maior clareza sobre os potenciais impactos da nova regulação.
Análise das empresas do setor de educação
- Cogna (Compra; PA R$ 4,00) — Positivo: Forte expansão de margem deve ser o destaque
A Kroton (COGN3) deve apresentar um desempenho robusto nos segmentos presencial, EAD e Kroton Med, sustentando o crescimento da base de alunos e apoiando aumentos de preço, ainda que a linha de receita pareça mais ruidosa devido a descontos e limpezas de alunos inativos que distorcem o número principal.
O Safra também vê expansão de margem apoiada por iniciativas de eficiência e uma melhor tendência em inadimplência. A Vasta (VSTA) deve contribuir positivamente devido ao desempenho mais forte em não assinatura e ao reconhecimento de ACV (ACV), enquanto as receitas da Saber (SABR) devem parecer mais fracas devido ao timing, mas com margens sustentadas acima do inicialmente esperado.
- Yduqs (Compra; PA R$ 22,50) — Positivo: Configuração mista por segmento, mas com uma história construtiva de
rentabilidade
O semi-presencial deve se destacar com um forte ingresso, já que a empresa está operando a modalidade pela primeira vez em um quarto trimestre, enquanto o EAD deve parecer mais fraco devido à migração de portfólio e a uma base de comparação mais dura em relação ao ano anterior.
O portfólio premium deve permanecer estável e contribuir positivamente para o mix. O Safra vê margens melhorando, impulsionadas pela menor inadimplência e pela diluição de despesas operacionais, ajudadas pela reestruturação corporativa implementada ao longo do segundo semestre e por um menor impacto de passivos contingentes.
- Ânima (Compra; PA R$ 6,00) — Positivo: Foco permanece na qualidade da receita, com disciplina de preços ainda
sendo a principal mensagem
Aumento de tíquete deve proteger o mix, mas pode limitar o crescimento da base de alunos, mantendo o segmento core relativamente estável enquanto o EAD permanece pressionado. A Inspirali deve continuar sendo o principal motor de crescimento e uma importante compensação na receita. A rentabilidade deve melhorar modestamente graças à melhor margem bruta e alguma diluição em inadimplência e despesas de marketing, mas o lucro segue limitado por um resultado financeiro mais pesado em um ambiente de juros mais altos, e a sazonalidade deve pesar sobre a geração de caixa no trimestre.
Vitru (Compra; PA R$ 15,00) — Positivo: A história continua ancorada na melhoria do balanço e em dinâmicas de crédito mais limpas
O ingresso deve melhorar ano a ano, mas uma mudança de mix por coorte deve manter o tíquete médio sob alguma pressão, o que limita a alavancagem operacional em relação a anos anteriores. Ainda assim, o Safra espera que a pressão na margem bruta seja mais do que compensada pela disciplina de despesas e pela diluição em inadimplência e linhas administrativas. A geração de caixa deve continuar sendo um claro destaque, apoiada pela melhor rentabilidade operacional e por um menor peso financeiro.
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