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Ações com maior potencial de valorização no setor imobiliário

A habitação de baixa renda segue como principal aposta no setor imobiliário, com as construtoras Direcional (DIRR3) e CURY (CURY3) entre as maiores posições

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Ações do setor imobiliário

A maioria dos investidores mantém uma visão otimista para o segmento, sustentada pelo bom momento de lucros e perspectiva de dividendos mais altos | Foto: Getty Images

Analistas do Banco Safra discutiram as perspectivas para o setor imobiliário nas últimas semanas com investidores do Rio de Janeiro e São Paulo. Diante de ventos contrários no cenário macroeconômico, os especialistas notam um tom mais avesso ao risco, com realocação dos fundos para posições mais equilibradas, favorecendo nomes de menor beta. O beta mede a volatilidade do preço de uma ação em relação ao mercado geral.

A habitação de baixa renda segue como principal aposta, com as construtoras Direcional (DIRR3) e CURY (CURY3) entre as maiores posições. Tenda (TEND3) é vista como a principal opção beta, dado o equilíbrio favorável entre risco e retorno.

Já o sentimento em relação ao segmento de média/alta renda segue se deteriorando, com expectativa de desaceleração econômica no segundo semestre de 2025 e restrições estruturais de funding.

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A Cyrela (CYRE3) foi um dos nomes mais debatidos, sem consenso claro. Por fim, shoppings perderam tração, com investidores preferindo ações de Utilities, citando retorno esperado semelhante e melhor histórico de alocação de capital.

Ainda assim, Multiplan (MULT3) se destacou pela redução de capex prevista e visão mais construtiva sobre estratégias futuras.

Habitação de baixa renda segue como principal consenso.

A maioria dos investidores mantém uma visão otimista para o segmento, sustentada pelo bom momento de lucros e perspectiva de dividendos mais altos.

DIRR e CURY seguem como posições centrais, com prêmio de valuation visto como justificado pela execução superior e dividend yield atrativo.

DIRR parece ligeiramente preferida por ter maior potencial de revisão positiva de lucros. TEND despertou interesse devido à avaliação comprimida e forte perspectiva de resultados, embora com posições menores dado seu beta elevado. MRV (MRVE3) também gerou atenção, com investidores se tornando mais otimistas ou cobrindo posições vendidas.

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A Plano & Plano (PLPL3), apesar do valuation barato, não empolgou, refletindo também suas limitações de liquidez. Sentimento para o segmento de média/alta renda piora.

Crescem as preocupações com desaceleração nas vendas no segundo semestre de 2025, diante do cenário macro. A postura cautelosa também reflete o ritmo forte de lançamentos neste ano, que deve elevar o nível de estoques.

Há consenso sobre as restrições estruturais de funding, com perda de espaço da poupança e aumento do custo de captação.

CYRE foi o nome mais discutido, com reações mistas: valuation atrativo e maior exposição a baixa renda são vistos como proteções, e há otimismo com possível dividendo extraordinário em caso de reforma tributária.

Porém, sua correlação com juros longos em ano eleitoral gerou cautela. Operadoras de shoppings em compasso de espera. Clientes estão neutros no segmento, preferindo Utilities, que oferecem retornos semelhantes com menor risco de execução.

MULT foi a preferida, destacando-se pela perspectiva de redução de capex e evolução nas alocações de capital. ALOS teve menos interesse, com dúvidas sobre dividendos e alavancagem operacional. IGTI gerou o menor interesse, com críticas à estratégia de alocação, apesar do portfólio premium.

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