10 recomendações essenciais para quem quer tirar a certificação Ancord
A certificação Ancord é exigida para os profissionais que desejam atuar na área de assessoria de investimentos
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Prova da certificação Ancord conta com 80 questões a serem respondidas em 150 minutos | Foto: Getty Images
O mercado de assessoria de investimentos segue em expansão no Brasil, impulsionado pelo crescimento da base de investidores pessoas físicas e pela sofisticação dos produtos financeiros. Nesse cenário, a certificação Ancord é um requisito obrigatório para quem deseja atuar como assessor de investimentos, profissão que, após mudanças regulatórias recentes, também passou a ser chamada formalmente de Assistente de Investimentos.
A certificação funciona como um selo mínimo de qualificação técnica e regulatória. Sem ela, não há autorização para exercer a atividade junto a corretoras, distribuidoras ou escritórios de investimento credenciados, conforme as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O que é a Ancord e qual é o seu papel
A Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias) representa instituições intermediárias do mercado financeiro e atua como entidade credenciadora dos assessores de investimentos no Brasil.
Além da representação institucional, a Ancord é a única entidade autorizada pela CVM a aplicar o exame de certificação que habilita esses profissionais, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Esse modelo busca elevar o padrão técnico, reforçar a autorregulação e proteger o investidor final.
Por que a certificação Ancord é obrigatória
A certificação Ancord avalia conhecimentos essenciais para a atuação no mercado de capitais, com foco em:
- regulação e ética profissional;
- produtos financeiros e instrumentos de investimento;
- funcionamento do sistema financeiro nacional;
- prevenção à lavagem de dinheiro;
- mercado de capitais e derivativos.
A exigência ganhou ainda mais relevância após as Resoluções CVM nº 178 e nº 179, que ampliaram a flexibilidade do modelo de atuação do assessor, permitindo vínculo com mais de uma instituição financeira, desde que respeitados critérios de transparência e governança.
Como funciona a prova da Ancord
O exame de certificação segue um formato padronizado e rigoroso:
- 80 questões objetivas, de múltipla escolha
- Duração: 2 horas e 30 minutos
- Nota mínima: 70% de acertos (56 questões)
- Exigência adicional: mínimo de 50% de acertos em módulos-chave
Os módulos com nota mínima obrigatória incluem:
- A atividade do assessor de investimentos
- Prevenção à lavagem de dinheiro
- Mercado de capitais
- Mercado de derivativos
A prova pode ser realizada presencialmente ou de forma remota, desde que o candidato cumpra os requisitos técnicos e operacionais definidos no regulamento, como ambiente controlado, equipamento adequado e fiscalização online em tempo real.
Quem pode prestar o exame
Para se inscrever, o candidato precisa:
- ter 18 anos ou mais;
- possuir ensino médio completo;
- residir no Brasil;
- não ter condenações ou impedimentos legais junto a órgãos reguladores.
Após a aprovação, o profissional deve solicitar o credenciamento formal e manter-se em dia com o Programa de Educação Continuada (PEC), exigido para a renovação da autorização de atuação.
Estratégias práticas para aumentar as chances de aprovação
Profissionais que já passaram pelo exame apontam alguns fatores críticos de sucesso:
- Planejamento consistente, com ao menos três meses de estudo.
- Material atualizado, alinhado às normas mais recentes da CVM.
- Resolução de simulados, para ganhar ritmo e gestão de tempo.
- Foco nos módulos eliminatórios, que exigem acerto mínimo.
- Leitura atenta do edital, evitando surpresas na prova.
A falta de simulados, o domínio superficial da regulação e a má gestão do tempo aparecem entre os erros mais recorrentes entre os reprovados.
Safra Invest e a atuação dos assessores
No ecossistema do Safra Invest, escritórios credenciados podem oferecer produtos e serviços financeiros do Banco Safra a seus clientes, dentro de um modelo que combina arquitetura aberta, governança e suporte institucional.
Atualmente, a rede reúne mais de 100 escritórios credenciados em todo o país, ampliando a presença do banco no mercado de investimentos e abrindo espaço para assessores certificados que buscam escala, solidez e acesso a uma plataforma robusta de produtos.
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